quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fe$tival Prome$$a$

Caro irmão Arsênico...

O Festival Promessas provocou muita discussão na rede. Alguns se manifestaram favoráveis, outros nem tanto. Meu amigo Renato Vargens publicou dois artigos  aqui e aqui que devem ser lidos e considerados. Confesso que realmente fiquei surpreso com algumas manifestações de apreço ao famigerado show por alguns ditos "reformados". Pouca coisa se pode acrescentar ao que já foi dito, mesmo assim arrisco-me a fazer algumas considerações:

1. Posso afirmar que a Bíblia não aprova a adoração a Deus compartilhada (Êx 20.3 com Mt 6.24). O que houve ali naquele show foi adoração compartilhada, especialmente com a autopromoção, que rende alguns milhares de trocados em futuros cachês com outras apresentações. 
2. Posso afirmar que a Bíblia condena a idolatria (Êx 20.4,5). Porventura não são os tais cantores que ali se apresentaram os "ídolos da música gospel"? Eles têm fã clubes, há tietagem, gritos, aplausos, holofotes, tratamento vip, exigências são feitas, etc. O que é isso? Adoração? Não, é idolatria. 
3. Posso afirmar que a Bíblia condena que se tome o santo nome de Deus em vão (Êx 20.7). Não se trata do simples pronunciar do santo nome de Deus, mas o usar tal nome de modo irreverente e com fins escusos. Ali naquele show não havia reverência alguma pelo santo nome do Senhor e os interesses, especialmente os da Globo, deixaram evidente que tudo ali não passou de uma blasfêmia. 

Mas alguns podem afirmar que houve uma abertura para a proclamação do evangelho. Eu respondo: houve uma abertura para a proclamação do evangelho-show. Evangelho-show é outro evangelho, e não há outro evangelho, senão o que a Bíblia anuncia, logo, não houve evangelho nenhum proclamado ali. 

Fraternalmente, 

Silas Roberto Nogueira.