sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OS PURITANOS E A PRÁTICA DA ORAÇÃO

Ricardo Barbosa de Sousa



Sete princípios para quem crê que orar é mais do que listar necessidades



O puritanismo foi um movimento de renovação do século 16. A expressão puritano apareceu pela primeira vez por volta de 1560 para identificar aqueles que não acreditavam que a rainha Elizabeth promovera uma reforma verdadeira na Igreja da Inglaterra. Eles não eram separatistas, mas não aceitavam as imposições da coroa, nem da Igreja oficial. Viveram num período de conflito e buscavam uma espiritualidade profundamente sustentada na doutrina bíblica e, neste caso, calvinista, mas também profundamente pessoal.



Para os puritanos, a experiência religiosa pessoal não tem origem no homem, mas em Deus e seu chamado. A conversão é uma necessidade. É a resposta do homem ao chamado de Deus, que nos convida a total dedicação e obediência ao propósito divino. No entanto, a pessoalidade na experiência religiosa não implicava uma espiritualidade individualista, mas comunitária. Para os puritanos, Deus fez uma aliança com sua Igreja e não apenas com indivíduos. Como no Velho Testamento, Deus aliançou-se com Israel como pessoa e com Israel como povo. O puritanismo não conhece espiritualidade solitária.



A contribuição do puritanismo à espiritualidade cristã é, sem dúvida, uma das mais ricas da história. John Bunyan (1628-1688) foi um destes mestres do puritanismo que nos legou, entre outros escritos, O peregrino, sua obra mais popular, que trata alegoricamente, da peregrinação do cristão neste mundo ruma à pátria celestial. Mas também é de Bunyan um dos conceitos mais ricos sobre o significado da oração para a experiência cristã. Em um de seus livros, Bunyan mostra como os puritanos associavam oração com missão e vida comunitária.



Ele escreve: "Oração é um sincero, sensível e afeiçoado derramar do coração ou alma a Deus, através de Cristo, no poder e assistência do Espírito Santo; tais coisas, como Deus tem prometido ou de acordo com a sua Palavra, existem para o bem da Igreja com submissão em fé para com a vontade de Deus". Nessa definição encontramos sete elementos que caracterizam a oração segundo John Bunyan.



Primeiro, a oração é um sincero derramar do coração e da alma diante de Deus. Sinceridade é uma virtude essencial na experiência de oração. O salmista afirma: "Se no meu coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido". Por esta razão, Jesus orienta seus discípulos a entrarem no quarto e fecharem a porta para orar. No silêncio secreto do quarto não tenho como usar as máscaras da minha falsidade. A sinceridade nos leva a dizer a Deus o que realmente somos, a confessar nossos pecados e celebrar o perdão e a graça sem os equívocos comuns das nossas ilusões. O profeta afirma que "enganoso é o coração", que nem sempre conhecemos as verdades secretas da nossa alma. A oração é a experiência que nos leva de volta para dentro de nós mesmos. Não há como contemplar a Deus em sua verdade e a luz sem olhar com sinceridade para nossa própria alma. Se não há sinceridade na nossa oração, se não há este derramar de alma e coração diante de Deus, é porque ainda não nos colocamos de fato diante de sua santíssima presença.



Segundo, a oração é um sensível derramar da alma diante de Deus. A sensibilidade tem muito a ver com nossa humanidade, com nossos sentimentos mais nobres e profundos. A sensibilidade humana tem muitas faces. Às vezes, somos sensíveis em relação a nós mesmos, percebendo aspectos de nossa vida que nos levam a uma profunda comoção. Outras vezes, somos sensíveis aos outros, a suas necessidades secretas, dores e sofrimentos. Também somos sensíveis à graça de Deus, Seu amor eternos, Sua misericórdia renovada todos os dias, Seu perdão, aceitação e salvação. A oração toca as áreas mais sensíveis da vida e apresenta a vida diante do seu criador. Simeão, o novo teólogo, que viveu na virada do século 10 para o século 11, afirmou que o dom mais precioso do Espírito Santo é o dom das lágrimas, aquele que nos leva a chorar por nós e pelos outros, a tornar nosso coração mais sensível e humano em nossas relações com Deus e o próximo. Jesus compadeceu-se de nós porque sofreu nossas dores, tornou-se pecado por nós, chorou por nós. O consolo é uma dádiva de Deus para aqueles que choram, que são sensíveis.



Terceiro, a oração é um afeiçoado derramar da alma diante de Deus. Os afetos têm a ver com nossos sentimentos e desejos. A oração, longe de ser simplesmente a apresentação de uma lista de nossas necessidades, é o derramar da alma cheia de desejos e sentimentos diante de Deus. Agostinho disse que se quiséssemos conhecer alguém não deveríamos perguntar o que faz, mas o que mais ama, porque é no amor que a pessoa demonstra seus desejos mais profundos e verdadeiros. Quando nos aproximamos de Deus em oração, qual é nosso maior desejo? Que sentimento mais arde na alma?



Quarto, e o derramar do coração diante de Deus, através de Cristo, no poder e assistência do Espírito Santo. É a mediação do Filho que torna possível clamar "aba", de chamar Deus de Pai pelo mesmo nome que o Filho chamou. Se pela mediação de Cristo nos tornamos filhos adotivos do mesmo Pai, conseqüentemente tornamo-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo dos benefícios que o Filho eterno goza. Estes benefícios não se tratam da vida prospera que muitos pensam, mas da imagem de Jesus Cristo. É pelo Espírito Santo que esta declaração "aba" torna-se possível. Ele clama em nossos corações "aba" e estabelece um vinculo único com o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.



Quinto, é o derramar do coração a Deus, através de Cristo, no poder do Espírito Santo, como Deus tem prometido e de acordo com Sua Palavra. A oração é verdadeira somente quando é feita de acordo com a Palavra de Deus. Teófano, o recluso, dizia que, se queremos saber se oramos corretamente, não devemos perguntar se nossas emoções ou intelecto tiveram suas necessidades atendidas, mas se nos tornamos mais obedientes a Deus. Se a resposta for sim, se obedecemos mais a Deus e a Sua Palavra, nossa oração alcançou seu efeito. Se a resposta for não, mesmo que tenha satisfeito nossas exigências emocionais e intelectuais, não oramos corretamente.



Sexto, para o bem da Igreja. A aliança de Deus não é apenas com indivíduos, mas também com o seu povo, Sua Igreja. Nossa oração é dirigida a um Pai que é "nosso pai", e isso nos remete ao fato de que toda a família de Deus está sempre incluída em seus propósitos eternos. Mesmo nossas necessidades mais íntimas fazem parte dos propósitos de Deus para Seu Reino e Igreja. Da mesma forma que o Filho nada fazia de si mesmo ou para si mesmo, mas fazia tudo pelo e para o Pai, assim também nós nos unimos ao Pai pela mediação do Filho pra realizarmos aqui a missão a que o Filho nos comissionou. A oração de Jesus em João 17, bem como as orações de Paulo, mostram esta preocupação com a Igreja, seu bem-estar e crescimento em graça. "E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas mais excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo, cheios de fruto de justiça, o qual é, mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus" (Fp 1.9-11). O propósito da oração nunca somos nós ou nossos interesses, mas sim Deus e Seus propósitos eternos".



Sétimo, em submissão e fé na vontade de Deus. O profeta Isaías fala da necessidade de convertermos nossos pensamentos e caminhos a Deus porque os caminhos de Deus não são os nossos, nem os Seus pensamentos os nossos. A oração é basicamente a conversão dos nossos pensamentos e caminhos, a renúncia deles para abraçar os que são de Deus. Não oramos para que Ele viabilize nosso caminho, mas para que sejamos convertidos ao Seu.


______________________________

Fonte: VINDE, Ano 1 – No. 10 – Agosto/1996

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília.

domingo, 27 de setembro de 2009

A Visão Puritana da Santidade


Dr. Joel R. Beeke




Os Puritanos escreveram muito sobre como viver uma vida santificada. Pouco do que eles pregaram e escreveram contém qualquer coisa única ou nova, comparada com sua herança doutrinária. O que é especial sobre a visão Puritana da santidade é sua plenitude e equilíbrio, em vez da sua forma distinta.


A definição Puritana clássica de santificação é bem conhecida; nós a encontramos no Breve Catecismo de Westminster, perguntas 35 e 36:

"O que é santificação?" Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.
Quais são as bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, a adoção e a santificação, ou delas procedem? As bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, a adoção e a santificação, ou delas procedem, são:
  • Certeza do amor de Deus;
  • Paz de consciência;
  • Alegria no Espírito Santo
  • Aumento de graça;
  • Perseverança até o fim".

Destas duas perguntas é óbvio que santificação na mente Puritana envolve todo o viver Cristão - todo o processo de ser conformado à imagem de Jesus Cristo. É um processo que começa no momento do novo nascimento, e continua durante toda a vida do crente até o seu último suspiro. Os Puritanos queriam ver as pessoas crescendo vigorosamente na certeza do amor de Deus, em uma grande paz de consciência e numa autêntica alegria no Espírito Santo. Eles diziam que o caminho para receber estas bênçãos é através da obra santificadora do Espírito. Eles avisavam seu povo: Se você não buscar a santificação, você não somente desonrará a Deus, mas também empobrecerá sua própria vida espiritual.
O que realmente eles queriam dizer por santificação? Aqui estão quatro elementos da visão Puritana.


Renovação universal e moral

Primeiro, santificação para os Puritanos é uma obra divina de renovação, envolvendo uma radical mudança de caráter. Ela brota de um coração regenerado, que é algo mais profundo do que qualquer psicanalista ou conselheiro poderia alcançar. Deus opera no coração, e como resultado da mudança de coração, vem um novo caráter.
A obra de renovação é (usando a linguagem Puritana) universal. Isto significa que ela toca e afeta cada área da vida inteira da pessoa. Paulo nos diz em 1 Timóteo 4:4-5 que tudo é para ser santificado - cada esfera da vida.


Santidade é uma coisa interna que deve encher nosso coração, o centro de nosso ser, e ela é uma coisa externa que deve transbordar sobre cada detalhe de nossas vidas. 1 Tessalonicenses 5:23 diz, "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". Muitos puritanos pregaram sobre este texto. Santificação é para ser universal.


Mas santificação é também moral, diziam os Puritanos. Por isto eles queriam dizer que ela produz frutos morais. Sobre os mesmos frutos nós lemos em Gálatas 5 - amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, e temperança. Se você perguntasse a um Puritano - o que realmente estes frutos significam quando se combina todos juntos? - ele diria que eles representam o perfil moral do próprio Senhor Jesus Cristo.



Isto é o que o Espírito está fazendo na santificação. Ele está moldando o crente ao perfil de Cristo. Ele está reproduzindo as qualidades de Cristo nas vidas de Seu próprio povo. O povo de Deus é aquele no qual a "natureza de Cristo" (a soma total de tudo que Sua vida humana era) encontra nova, embora imperfeita, expressão. Este é o conceito Puritano de santificação.


Verdadeiro arrependimento

Segundo, santificação para os Puritanos consistia de arrependimento e retidão - a bilateral atividade de se voltar do pecado para a obediência. Arrependimento, diziam os Puritanos, é voltar-se do pecado, e isto é uma atividade para toda a vida. Nós devemos nos arrepender todos os dias de nossas vidas, e à medida que assim fazemos, devemos também voltar para a retidão.


Arrependimento, eles diziam, é uma obra de fé. Sem o Espírito Santo não há arrependimento. O conceito Puritano de arrependimento vai muito mais profundo do que mero remorso, ou do dizer, "Eu sinto muito". A idéia Puritana de arrepedimento certamente começa com remorso, mas ela vai mais profundo para uma mudança essencial de vida. Arrependimento é um voltar real. É um odiar as coisas que se amava antes, e um amar as coisas que se odiava antes.


Arrependimento envolve mortificação e vivificação, diziam os Puritanos. Por mortificação eles queriam dizer "colocar a espada sobre o pecado"; matar o pecado; colocar o pecado à morte, como o apóstolo diz em Romanos 6. Por vivificação eles queriam dizer tornar-se vivo para justiça, e dar a nós mesmos mais e mais para praticar e exibir o fruto do Espírito.


Uma guerra santa

Terceiro, a santificação Puritana é progressiva, operando através de conflitos. Os Puritanos diziam que o conflito é inescapável na santificação, porque resíduos de pecados habitam no Cristão, para sua grande tristeza. Isto o engaja em uma grande guerra e muitas batalhas. Os pecados internos operam de dentro, diziam os Puritanos, enquanto o mundo exerce a pressão ímpia exteriormente. O diabo, que exerce a função de líder, deseja pegar aquelas pressões externas e usá-las junto com as pressões internas para recuperar o território perdido. Assim, embora uma pessoa conquistada pelo Espírito Santo busque expandir e ganhar o território da santificação universalmente em sua vida, o diabo junto com o mundo e a velha natureza da pessoa, forma uma linha de frente de batalha na alma. Uma guerra santa está sendo travada.


Por isso Bunyan chamou o seu livro de "A Guerra Santa". Santificação envolve conflito comigo mesmo, com minha carne, com o mundo, e com Satanás. Se um Cristão não está batalhando contra o pecado, os Puritanos diziam que essa pessoa deveria se questionar se ela realmente é ou não Cristã.


Um Puritano pintou este retrato. Ele disse que ser um Cristão é andar num caminho estreito e reto. De ambos os lados deste caminho há cercas. Atrás daquelas cercas Satanás tem todos os poderes do mal ao seu dispor. Ele usa seu exército de demônios, e até nossas inconsistências internas, e nossa tendência de cair em precipitação. Ele usa todas aquelas coisas como dardos, e a cada passo que damos na peregrinação espiritual ele atira através e por cima da cerca, mirando nosso pé, nosso coração, nossas mãos, e nossos olhos. Cada passo do caminho é uma batalha.


Aceitando um esforço

Thomas Watson disse que o caminho para o céu é uma "obra suada". Há uma batalha sendo travada, mas a obra da santificação, felizmente, avançará. A santificação não está estagnada. Os Puritanos empregavam as palavras de Paulo em 2 Coríntios 3:18, que afirmam sermos transformados de glória em glória se andamos no Espírito. Assim, o verdadeiro Cristão é um que aceita que haverá conflitos, mas que ao mesmo tempo descansa na verdade que a vitória final é sua. Ele pode perder muitas lutas, mas a guerra será ganha, porque ele está em Cristo. O Espírito Santo o guiará, e ele avançará progressivamente.


Contudo, há um empecilho oculto, diziam os Puritanos, porque o Cristão freqüentemente não é capaz de ver qualquer progresso em si mesmo. Um Puritano disse que uma mulher que espana seu mobiliário pode pensar que ela limpou todo o pó, até que a luz do sol brilhe em seu quarto revelando todo o pó remanescente. Quanto mais o Sol da justiça brilha em nossos corações, embora possamos estar crescendo em santidade (e outros possam ver isto), veremos de modo crescente os motivos de nosso coração.


A questão importante não é - "Posso me ver crescendo mais e mais santo?” mas - "Quando eu olho para trás em minha vida, três ou cinco anos atrás, Cristo significa mais para mim hoje do que então? Eu penso menos de mim mesmo hoje do que então? Cristo está crescendo e eu diminuindo? Estou crescendo na apreciação de Cristo, e em minha auto-depreciação?" Estaé a visão Puritana de auto-exame com respeito à santidade.


Outro modo Puritano de avaliar o progresso na santidade é perguntar como estamos atualmente lutando contra a tentação. Se não estamos lutando contra as forças que pressionam nossa carne, estamos regredindo. Em ordem, portanto, para fazer progresso o crente deve orar ao trono da graça: "Ajude-me ser forte hoje, Senhor. Ajude-me a ser puro hoje. Ajude-me a ser justo hoje". Este é o constante desejo do Cristão que está fazendo progresso na santificação.


O ser interno, privado.

Em quarto lugar, a santificação Puritana é imperfeita, apesar de invencível. Nesta vida ela nunca é completa. Nosso objetivo sempre excederá nosso alcance. Muitas pessoas não entendem os Puritanos neste ponto. Eles pensam que eles eram introspectivos, ou que eles nos levavam a uma escravidão legalista, e até mesmo à uma depressão espiritual. Isto não é verdade.


Os Puritanos certamente tinham um conceito profundo de pecado e de justiça, embora muitos dos seus modernos detratores tenham um terrivelmente pequeno conceito de pecado e justiça. Os Puritanos sentiam a imperfeição da santificação deles, precisamente porque eles tinham o padrão da justiça de Deus diante deles. Eles não se comparavam com o seu próximo, mas com a santa Lei de Deus. Justiça para o Puritano era motivacional no caráter. O que existe dentro de você é importante. O que você diz reflete quem você é por dentro.


Um Puritano disse que um homem é em sua privacidade, o que ele realmente é às vistas de Deus. Eles quereriam nos perguntar: “O que você pensa a respeito? O que motiva você? Você está realmente motivado pelo amor a Deus? Você está motivado pela solidariedade do Samaritano para com os outros, amando-os, fazendo-lhes o bem e se colocando para o benefício e bem-estar espiritual deles?” Este é o coração de uma justiça Puritana. Com este alto conceito de santidade, eles naturalmente sentiam suas imperfeições. Talvez isto em nenhum lugar seja mais vividamente expresso do que nas perguntas e respostas do Catecismo Maior de Westminster sobre os dez mandamentos. Leia-os se você quiser e note quão precisos eles são, como eles sondam o coração e como eles insistem que você deve amar a Deus e ao seu próximo como a si mesmo.


Quando, portanto, você ler sobre como os Puritanos olhavam com pesar para eles mesmos, e quando você ver em seus diários como eles sofriam com a sua própria indignidade, lembre-se que eles estão se comparando com o perfeito Deus e com Sua santa lei. Eles eram homens e mulheres que verdadeiramente sentiam o gemido de Paulo: "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus....Miserável homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Eles sentiam sua necessidade de fugir para Cristo todos os dias para serem lavados novamente. E que está é a origem de toda genuína santidade. Tal santidade é invencível. Ela nunca morrerá, mas um dia será perfeita em e com Cristo para sempre.
___________

Este artigo foi adaptado de uma pregação do Dr. Beeke na Escola de Teologia do Metropolitan Tabernacle em 1998, e impresso pela Sword & Trowel.

___________
Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo