terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Unidade Cristã

Marcos A. F. Martins

"...haverá um rebanho e um Pastor" (João 10:16)

Fala-se muito atualmente em união de igrejas, aproximação das denominações, cooperação entre cristãos, unidade na diversidade, etc., sem se atentar ao que dispõe a Bíblia sobre a verdadeira união. Antes de nos unirmos a determinadas denominações evangélicas, devemos ter em mente aquilo que Deus estabeleceu como a verdadeira unidade do corpo de Cristo.

A Unidade É Pela Verdade

Como exórdio ao presente estudo, devemos ressaltar que a unidade cristã é bíblica e, portanto, deve ser buscada pelos membros do Corpo de Cristo (embora essa unidade não decorra da mera vontade humana). Orando ao Pai, Jesus disse:"Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. ... E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17:11, 20 e 21). Essa idéia de unidade do corpo de Cristo resulta da idéia central da Tri-Unidade de Deus. Por isso que o apóstolo Paulo declarou:"Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão" (1 Coríntios 10:17).

A unidade do Corpo de Cristo permite a união dos desiguais: "Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. ... E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo" (1 Coríntios 12:13-14 e 19-20). Paulo assim escreve para demonstrar que cada membro do corpo é diferente um do outro, mas forma uma unidade: uns são mãos, outros, pés, outros olhos, assim por diante - não somos todos apenas um membro do corpo, mas vários membros formando um só corpo: "E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; ... Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele." (vs. 21-22; 25-26).

O cristianismo é, sobretudo, uma religião baseada na união - união de gregos e troianos, judeus e gentios, negros e brancos, ricos e pobres, todos unidos numa só fé - mas não tolera a conjunção entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, a luz e a escuridão. Assim, a unidade cristã se dá PELA verdade bíblica universal, a Palavra viva, santa e imutável de Deus. Na sua oração pela unidade, Jesus disse: "Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam; ... Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:8 e 17). Se não for PELA Palavra de Deus não haverá unidade cristã verdadeira. Portanto, a unidade não deve ser meramente espiritual, mas também bíblico-doutrinária, mediante a uniformidade da fé.

A Unidade É Para a Verdade

Muitos pastores e líderes buscam a unidade em meio ao erro doutrinário, o que contradiz a Palavra de Deus. Essa "unidade", na realidade, agrada muito mais aos homens do que a Deus. Não falo das pequenas diferenças existentes no meio cristão (pois, como dissemos, cada membro do corpo é desigual), que não comprometem a sã doutrina, mas daquelas que possam afetar a verdade bíblica. Por exemplo: como poderei andar com um irmão que vive de "revelações" e que coloca as suas experiências pessoais acima da Bíblia, se eu creio que a Bíblia é a minha única regra de fé e conduta? Ou como poderei participar de uma igreja que ensina um outro evangelho (do cristianismo fácil, da busca de sucesso material, da salvação condicionada ao mérito pessoal, do curandeirismo, da realização de "sinais e prodígios", do G12, etc.) se prego a simplicidade do evangelho de Cristo? "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3:3).

Respeito muito o trabalho daqueles que buscam a unidade no meio evangélico, mas esse trabalho será em vão se não for PARA A VERDADE, por obra e vontade do nosso Deus: "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." (Salmos 127:1). O nosso dever de afastamento daqueles que se desviaram da verdade é muito mais bíblico do que a busca pela unidade a qualquer custo: "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles." (Romanos 16:17). Essa admoestação não se dirige à observação somente dos "hereges", mas também contra os que promovem "dissensões" doutrinárias, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples." (v. 18). Lembre-se bem deste conselho: "Compra a verdade, e não a vendas." (Provérbios 23:23a).

A Unidade É Mediante a Fé

Se cremos todos em conformidade de fé (essa é a unidade que deve ser buscada - a unidade da fé), há união cristã verdadeira, ainda que distâncias nos separem. Paulo ensina que devemos nos suportar uns aos outros em amor, procurando guardar a UNIDADE DO ESPÍRITO pelo vínculo da paz (Efésios 4:2-3). Para isso, foi-nos dado "uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos ...Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Efésios 4:11-14). Note bem que essa unidade da fé não comporta variações doutrinárias, porque senão nos tornaríamos como meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina. Havendo a unidade de fé, todo o corpo de Cristo se torna bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas (v. 20), isto é, sem divergências doutrinárias relevantes.

A Unidade Ocorre na Separação

A união cristã verdadeira somente existirá separando-se o joio do trigo. Da mesma maneira que não devemos nos prender a um jugo desigual com os infiéis (2 Coríntios 6:14), de igual forma não podemos nos associar com os que promovem dissensões doutrinárias. Essa unidade do ponto de vista bíblico se dará exclusivamente se houver total separação. Contradição? Não, pois a verdade não se coaduna com o erro; não existe unidade em meio à discórdia.

O Pr. Ron Riffe, no maravilhoso artigo intitulado "A Doutrina Bíblica da Separação", publicado no Jornal Sã Doutrina (JARF) nº 10 (março/2003), pg 3, citando 2 Tessalonicenses 3:6, 11 e 14-15, lembra que "alguns crentes de Tessalônica estavam com a falsa idéia que o arrebatamento ocorreria em um futuro próximo. Muitos deles venderam suas propriedades, abandonaram seus empregos e ficaram ociosos, esperando o retorno do Senhor. Enquanto aguardavam, alguns recusavam-se a trabalhar pela comida que recebiam, enquanto outros ficavam se metendo na vida alheia". Paulo então os adverte:

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu. ... Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. ... Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão." (2 Tessalonicenses 3:6, 11 e 14-15).

Observe bem: todos aqueles que promoviam aquela desordem eram crentes em Cristo, esperavam a salvação em Jesus, criam na Bíblia, enfim, podiam ser chamados de "irmãos". Mas andavam desordenadamente (isto é, "marchando em outro ritmo", conforme explicado pelo pastor Riffe), contra a própria tradição apostólica. Qual a semelhança dos tessalonicenses para os crentes hodiernos que praticam coisas contrárias à sã doutrina? Nenhuma, pois ambos andam "desordenadamente". Devemos, pois, nos misturar com os que acreditam em coisas que reprovamos à luz da Bíblia? Ou será que teremos de admitir que eles estão certos e que nós estamos errados? Como nos entenderemos, estando nós em desacordo?

Apartai-vos Deles

Se você acha estas palavras duras e exegeticamente erradas, perdoe-me a franqueza, mas está se opondo ao próprio Deus, que deseja separar um povo santo para sua exclusiva glória e autoridade. A verdade é que, embora possamos considerar muitos deles como irmãos (assim os considero com fundamento em Mateus 24:24 e 2 Tessalonicenses 3:15), devemos nos afastar dos que não estão de acordo com a sã doutrina, para que não haja confusão doutrinária. Não sou eu quem diz, mas o próprio apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santos de Deus. A confusão doutrinária no meio cristão é semelhante à balbúrdia ocasionada pela multidão em alvoroço - ninguém se entende e cada um segue desordenadamente. Se eles estão dispostos a nos ouvir, aí sim poderá haver uma aproximação e, quiçá, até a almejada união (eu também a desejo, mas com a verdade).

O apóstolo Paulo ainda demonstra que devemos nos afastar daqueles que se desviaram da sã doutrina: "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado" (Tito 3:10-11). Certamente o texto fala de heresias; mas, não são heresias as muitas coisas que se pregam em determinados círculos evangélicos? Lembramos que muitas das igrejas com as quais se almeja a união saíram do nosso meio. Por que? "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós." (1 João 2:19). Saíram de nós por desacordo - voltaremos a nos unir com eles ainda em desacordo?

Várias são as admoestações bíblicas no sentido da separação mesmo: "Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais." (1 Timóteo 6:3-6). "Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras." (2 João 1:9-11)

Conclusão

Infelizmente, sempre haverá dissensões doutrinárias no meio evangélico - o joio crescerá entre o trigo para, finalmente, ser arrancado e lançado fora (Mateus 13:30). E isso é necessário até mesmo para que se levantem os que são leais à sã doutrina: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós." (1 Coríntios 11:19); os que não são leais à sã doutrina farão de tudo para alcançarem a união fora dos padrões bíblicos e muitos "leais" poderão se influenciar pela falsa união. No entanto, devemos nos separar dos contradizentes e dos que estão em desacordo com a [única] verdade, sob pena de estarmos agradando ao nosso próprio ventre, aos homens e de desobedecermos a Deus. Ora, "mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29). Essa unidade não pode ser a que almeja nossos corações e nem a que vislumbra nossos olhos humanos, mas deve estar centrada na Palavra da Verdade e se conformar com a vontade divina. Por esse motivo, o líder cristão deve seguir "Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes." (Tito 1:9).

Deus nos abençoe!

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Marcos Antônio Freire Martins é Diretor e Co-Editor da Revista Apologética Cristã Sã Doutrina e autor do livro O que a Bíblia diz sobre Reencarnação.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Natal
(Christmass)

A.W. Pink

“Assim diz o Senhor:
Não aprendais o caminho dos gentios, ...
Porque os costumes dos povos são vaidade” - Jer 10:1-3



O Natal está chegando! Sem dúvida! Mas o que é o "Natal"? Será que o próprio termo não denota sua origem - "Christ-mass (a missa de Cristo)". Portanto é de origem romana, trazida diretamente do paganismo. Mas, diria alguém, o Natal é o momento em que comemoramos o nascimento do Salvador. É mesmo? E quem autorizou tal comemoração? Deus é que não foi. O Redentor ordenou a seus discípulos que "se lembrassem" dEle na Sua morte, mas não há uma única palavra em toda a Escritura Sagrada, de Gênesis a Apocalipse, que nos diga que devemos celebrar o Seu nascimento. Além disso, quem sabe quando, em que mês, Ele nasceu? A Bíblia silencia a esse respeito. Será que é sem motivo que as únicas comemorações de "aniversário" mencionadas na Palavra de Deus sejam as de Faraó (Gn. 40:20) e de Herodes (Mt. 14:6)? Será que isso não está registrado "para nossa aprendizagem"? Se assim for, temos levado isso contritamente ao coração?


"E QUEM celebra o "Natal"? Todo o "mundo civilizado". Milhões que não fazem nenhuma profissão de fé no sangue do Cordeiro e que O "menosprezam e rejeitam" e ainda mais milhões que, enquanto reivindicam serem seus seguidores, pelas suas obras O negam, unidos em farras sob a pretensão de estarem honrando o nascimento do Senhor Jesus."



E QUEM celebra o "Natal"? Todo o "mundo civilizado". Milhões que não fazem nenhuma profissão de fé no sangue do Cordeiro e que O "menosprezam e rejeitam" e ainda mais milhões que, enquanto reivindicam serem seus seguidores, pelas suas obras O negam, unidos em farras sob a pretensão de estarem honrando o nascimento do Senhor Jesus. Levando isso ao mais baixo nível, perguntaríamos: É correto Seus amigos unirem-se a Seus inimigos em um círculo mundano de satisfação carnal? Será que alguma alma nascida de novo pensa realmente que Aquele que o mundo lançou fora fica feliz ou é glorificado por tal participação nas alegrias do mundo? Realmente, os costumes dos povos são vaidade; e está escrito: "Não seguirás a multidão para fazeres mal" (Ex. 23:2).



Alguns argumentarão em prol de "celebrar o Natal" com base no argumento de que devemos "dar às crianças alguns bons momentos". Mas por que fazer isso sob o disfarce de honrar o nascimento do Salvador? Por que é necessário arrastar Seu santo nome e vincula-lo ao que acontece nesta temporada de folia carnal? Seria isto levar os pequeninos para FORA do Egito (Ex. 10:9-10), nação que sempre figurou como um tipo do mundo, ou não seria claramente um entrosamento com os egípcios dos nossos dias no seu "usufruto dos prazeres transitórios do pecado" (Hb. 11:25)? A Bíblia diz, "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Pv. 22:6). A Bíblia ordena que o povo de Deus crie seus filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef. 6:4), mas onde é que ela estipula que é nosso dever dar a elas “bons momentos’? Será que seria possível dar a elas "bons momentos" ao nos ocuparmos de coisas para as quais não poderíamos pedir apropriadamente a benção do SENHOR?



Existem aqueles que se abstém de algumas das carnalidades mais grosseiras da "estação festiva", no entanto estão cruelmente escravizados ao costume prevalecente do "Natal", isto é, a troca de "presentes". Dizemos "troca" porque é isso que realmente ocorre em muitos casos. Uma lista é mantida, no papel ou na memória, dos presentes que foram recebidos no ano passado, com a finalidade de devolver a gentileza este ano. E isso não é tudo: grande cuidado é tomado para que o "presente" dado ao amigo valha em dinheiro tanto quanto o que se espera receber dele. Assim, apesar de muitos não poderem fazer frente a essas despesas, uma soma considerável tem que ser posta de lado a cada ano para ter com que comprar coisas simplesmente para entregá-las em troca de outras que provavelmente serão recebidas. Dessa forma um fardo é colocado sobre essas pessoas; fardo este que não poucos consideram difícil de suportar.
"E o que dizer sobre enviar "cartões de Natal" com um texto bíblico escrito neles? Também isso é uma abominação aos olhos de Deus."



Mas o que devemos fazer? Se deixarmos de entregar "presentes" nossos amigos pensarão mal de nós, provavelmente nos julgando mesquinhos e avarentos. O caminho honesto a tomar é enfrentar a dificuldade de notificá-los - por carta se estiverem distantes - que de agora em diante você não entregará mais nenhum "presente de Natal", como é chamado. Exponha suas razões. Expresse claramente que você foi levado a ver que aquela "festividade de Natal" é uma coisa completamente DO MUNDO, destituída de qualquer autorização Bíblica; que é uma instituição católica romana, e que agora que você vê isso, já não ousa ter qualquer cumplicidade com essas coisas (Ef. 5:11); que você é um liberto do Senhor (1 Cor. 7:22), e por isso você se recusa a estar em escravidão a um trágico costume imposto pelo mundo.



E o que dizer sobre enviar "cartões de Natal" com um texto bíblico escrito neles? Também isso é uma abominação aos olhos de Deus. Por quê? Porque a Palavra dele proíbe expressamente todas as misturas profanas; Dt. 22:10-11 tipifica isso. O que estou querendo dizer com “mistura profana’? Isto: a união da pura Palavra de Deus com a "Cristo-missa" dos romanistas. Enviem cartões por todos os meios (preferivelmente em algum outro momento do ano) a seus amigos descrentes, e aos cristãos também, com um verso de Bíblia, mas NÃO com "Natal" escrito neles. O que você acharia de um programa impresso de um circo de palhaços com Isa. 53:5 escrito no rodapé? Ora, que isso está completamente FORA DE LUGAR, altamente incongruente. Mas aos olhos de Deus o circo e o teatro são muito menos ofensivos que a "celebração de Natal" dos romanistas e das "igrejas’ protestantes." Por quê? Porque esta é feita sob o manto do nome santo de Cristo e aqueles não.



"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito." (Pv. 4:18). Onde há um coração que realmente deseja agradar a Deus, Ele graciosamente concede conhecimento crescente da Sua vontade. Se Ele se agradar em usar estas linhas para abrir os olhos de algumas pessoas do Seu querido povo e leva-las a reconhecer o que é um mal crescente, e mostrar a elas que elas têm desonrado a Cristo unindo o nome do Varão de Dores (e assim Ele FOI, enquanto esteve aqui na Terra) com um "FELIZ Natal’, então una-se a este autor em uma arrependida confissão desse pecado a Deus, buscando a graça dele para completa libertação dessas coisas, e louve-O pela luz que Ele lhe concedeu quanto a essa questão.
"Se toda “palavra frívola" será levada em consideração, então seguramente também o será toda a energia desperdiçada, todo dólar perdido, toda hora jogada fora!"



Amado irmão, "a vinda do Senhor está próxima" (Tg. 5:8). Acreditamos realmente nisso? Não acredite porque o Papado está recuperando seu poder temporal perdido, mas porque DEUS assim diz - "visto que andamos por fé e não pelo que vemos" (2 Co. 5:7). Se realmente cremos assim, que efeitos tal convicção está tendo sobre a nossa caminhada? Este pode ser o seu último Natal na Terra. Durante este Natal, o Senhor pode descer do céu e com um brado juntar aquilo que é Seu a Si mesmo. Você gostaria de ser chamado em meio a uma "festa de Natal" para encontrá-lO nos ares? A chamada para este momento é "Saí ao seu encontro!" (Mt. 25:6) afastando-se de uma cristandade irreligiosa, de uma horrível paródia de "religião" que agora se esconde debaixo do nome dEle.



"Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo." (2 Co. 5:10). Quão solene e perscrutador! O Senhor Jesus declarou que "de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo" (Mt. 12:36). Se toda “palavra frívola" será levada em consideração, então seguramente também o será toda a energia desperdiçada, todo dólar perdido, toda hora jogada fora! Se ainda estivermos na Terra quando os últimos dias deste ano chegarem, que o autor e o leitor seriamente busquem graça para viver e agir tendo o tribunal de Cristo diante dos olhos. Os SEUS "muito bem" serão ampla compensação para as zombarias e insultos que possamos receber agora das almas sem Cristo.



Será que algum leitor cristão imagina, por um momento sequer, que quando ele ou ela comparecerem perante o seu Santo Senhor eles se lamentarão por terem vivido de forma “muito rigorosa’ aqui na Terra? Existe o mais leve perigo dEle reprovar qualquer dos Seus porque eles eram "muito extremados" em abster-se "das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma" (1 Pe. 2:11)? Nós podemos ganhar a boa vontade e receber boas ações dos religiosos mundanos de hoje por ceder em "pequenos(?) pontos", mas será que receberemos o Seu sorriso e aprovação naquele dia? Ah, como é importante interessar-se mais no que ELE pensa, e menos no que os pobres mortais pensam.
"Você é coerente a ponto de protestar contra métodos não-escriturísticos de "arrecadar dinheiro", e em seguida sancionar os não-escriturísticos cultos de Natal?"



"Não seguirás a multidão para fazeres mal" (Ex. 23:2). Como é fácil flutuar com a maré da opinião popular; mas exige muita graça, diligentemente buscada em Deus, para nadar contra ela. Todavia é isto que o herdeiro do céu é chamado a fazer: "não vos conformeis com este século" (Rm. 12:2), negar-se a si mesmo, levar a sua cruz, e seguir um Cristo rejeitado. Quão ardorosamente o autor e o leitor precisam dar ouvidos àquela palavra do Salvador: "Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Ap. 3:11). Oh que cada um de nós possa ser capaz de dizer verdadeiramente: "De TODO mau caminho desvio os pés, para observar a TUA PALAVRA“ (Sl. 119:101).



Nossa palavra final é aos pastores. Para você a Palavra do Senhor é: "torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza" (1 Tm. 4:12). Não é verdade que as "igrejas" mais corruptas que você conhece, onde quase todo o fundamento da fé é negado, terão as suas “celebrações de Natal’? Você os imitará? Você é coerente a ponto de protestar contra métodos não-escriturísticos de "arrecadar dinheiro", e em seguida sancionar os não-escriturísticos cultos de Natal? Busque graça para firmemente, porém afetuosamente, firmar a verdade de Deus quanto a esse assunto diante da sua congregação, anunciando que você não pode ter nenhuma parte em seguir costumes pagãos, romanistas, e mundanos.